terça-feira, julho 25, 2006

O que os outros dizem









Hoje trago-vos um quadro de 2001.
Já se nota uma grande evolução no traço e na pincelada, desde essa altura até aos dias de hoje.

Este quadro faz parte da série "Cruzadas Celtas" e foi bastante influenciado pelas leituras da altura, que me deixavam totalmente fascinada.
Muito Marion Zimmer Bradley, Bernard Cornwell, Stephen Lawhead, entre outros.

Esta colecção consistia em cerca de 15/20 quadros com títulos como "A Barqueira de Avalon", "A Senhora da Magia", "A Queda da Atlântida", Merlin, "A Senhora do Lago", "Rainha das Fadas" e outros que não me recordo o nome.
Alguns estão fotografados.
Outros, infelizmente, perderam-se as fotos.


Nome: Em busca do Santo Graal (Série Cruzadas Celtas)
Acrílico sobre Tela
0,60 x 0,50
2001


Deixo-vos por hoje com algumas criticas/pareceres/observações ao meu trabalho.

Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços

****

Ana Cardoso
(Artista Plástica)
2001

“Nasce de um jogo dos opostos esta exposição. O imaginário de Ana Garrett povoado de simbolísmos transpõe para estas telas a velha luta do bem e do mal. As lendas Celtas e toda a sua magia estão presentes nestas obras que nos levam a passear por entre mundos paralelos.
Os tons frios de onde surgem figuras míticas encantadas rodeados de símbolos celtas a ouro que vibram nesta mistura que existe no interior de cada um de nós e que põe a sociedade, tal como a conhecemos, de poder imposto a ferro e fogo versus uma sociedade utópico - imaginária.”

Victor Lages
(Artista Plástico, Escultor)
2001

“Portais do Encantamento é uma exposição que nos transporta para um mundo de encantar onde o real e o imaginário se tocam, onde o bem, o amor, a simplicidade e a humildade são a base destes portais, reflectindo assim, o próprio sentimento e o mundo interior da artista.
Portais porque são portas abertas para uma mística de encantar, onde o elemento ar está sempre presente tanto nas borboletas, como na leveza das imagens, na cor azul do céu e na própria estrutura da composição, em que as pedras estão suspensas no ar criando como que uma poesia encantada. Por outro lado os vitrais já por serem, transparecem leveza, as cores também elas transparentes e as imagens de pequenos duendes alados remetem-nos de novo para o mundo místico e ao mesmo tempo real e intemporal.
É esta fantasia de encantamento que tem sido a temática utilizada pela Ana Garrett nestes últimos anos nos seus trabalhos tanto na pintura como nos vitrais que pinta. Conheci a Ana Garrett há uns três anos atrás, nessa altura os trabalhos que ela fazia já mostravam uma forte ligação ao mundo místico utilizando símbolos, no entanto, a técnica da pintura e composição ainda mostravam falta de maturidade. Agora, os seus trabalhos apresentam já uma boa qualidade tanto técnica como criativa tendo a artista uma grande capacidade de trabalho, produzindo a um bom ritmo todas as peças que se propõe fazer.”



José Eliseu
(Escultor, critico de arte)
2002

“Ana Garrett é uma jovem artista que por intuição começou por apresentar uma pintura de raiz africana a fazer lembrar o Simbolismo de Malangatana. Depois alicerçou a sua expressão e aproximou-se pouco a pouco da abstracção onde os coloridos imperavam.
Sempre pronta a mudar o rumo a uma rota pura de insatisfação, rompe de vez com esta última corrente para se ligar a um mundo que há muito vinha namoriscando, o grupo dos hiper realistas visionistas, Victor Lajes, Vieira Baptista e Gustavo Fernandes.
Há na sua pintura actual um gosto muito requintado pela magia dos contos de fadas, num mundo recheado de duendes, bichos, monstros e por todo um verdadeiro mistério envolvente.
É uma pintura com sede de realismo em que a boa pincelada harmoniza todo um conjunto bem temperado que equilibra um trabalho bastante original.”


Fernando Grade
(Crítico de Arte, Pintor, Escritor e Investigador Literário)
2003

Qualquer autor plástico procura ter uma voz própria. Ana Garrett afigura-se-nos uma artista inquieta, em busca de um tomo pessoal. Partiu de um certo pressuposto do abstraccionismo, mais ou menos informalista, para uma proposta rígida – em termos estruturais -, onde explicita agora uma concepção porventura para-filosófica do mundo e da vida. Integra-se numa corrente (não sei se será abusivo da parte do crítico considerá-la teosófica...), corrente, essa, em que os símbolos predominam: temos então, as borboletas, os animais espantados, as placentas, os ovos, o frisson dos objectos solitários, tudo bem suspenso no plano, às escâncaras, sem dinamitar o suporte, tudo respira liberto; vê-se nítido, o que a autora quer significar e propor. Pretende
cativar-nos para um estádio de pensar e de sentir onde o que está em baixo é igual ao que está em cima, o infinitamente grande e o infinitamente pequeno são irmãos, quer-se dizer: foram paridos pela mesma matriz.
Trata-se de uma linguagem que gravita entre o ocultismo e a cabala, entre a alquimia (Paracelso) e alguma hermenêutica profana. Acredito que a viagem ainda jovem de Ana Garrett vai prosseguir. Não creio que fique por aqui.”

15 comentários:

Ana disse...

Ena,ena, parabéns :)o

RPM disse...

ola Ana....

muito bem...2 textos em 2 dias...e eu aqui em Roma...hoje choveu e trovejou, mas como estou de rastos pela viagem que comecou as 4.30 da manha, horas tuas.....

aqui no museu do vaticano e ver com instensidade em cada galeria....

beijos de amizade

RPM

Ana disse...

Gosto da força que transmites quando pintas.
A dúvida do preto e branco continua!

beijos.

porfirio disse...

:
muito interessante...

e
parabéns!

bem-haja pela visita ao tuga

fica bem

bjo

dreams disse...

o teu quadro inspira poesia, como a que morgaine recitava na corte, nas suas canções ou até mesmo o merlin...

a cultura celta tem uma aura de magia e no teu quadro sente-se o misticismo da procura do graal...

gostei muito

um beijo doce *
“·.¸Dreams¸.·”

p.s. a imagem é toda ela feita em computador, mas desconheço o autor... mas é belíssima

Freyja disse...

que maravilla aqui, un espacio para el arte, hace tan bien, envuelve en cultura
muchas gracias por tus lindos en Sucesos, mis sueños estan, vuelan y danzan en sentimientos, recuerdos y momentos
un abrazo muy grande y gracias, tienes un blogs muy bonito
besitos




besos y sueños

Pierrot disse...

Uauuuuuuuuuu!
Confesso que a pintura não é a miha arte, se é que tenho alguma né, mas adorei este teu trabalho.
E o teu blog é fascinante, talvez por ser tão diferente do meu.
Parabéns por este belo cantinho que aqui tens.
Bjs
Eugénio Rodrigues

Francisco Mendes disse...

Muitos parabéns e montes de felicidade.

Su@vissima disse...

Parabéns pela beleza que aqui transpareces :)

Em relação ao que me perguntaste sobre o autor, não sei, procurei a quem me enviou a imagem, e também não sabe, se entretanto tiver conhecimento de quem é, dirto-ei!

Obrigada, por proporcionares, esta visita bonita...

Beijinho

o alquimista disse...

Passei por aqui e ... adorei, volto se não te importares.

RPM disse...

ola....

hoe vi o teu texto e trabalho...muito giro, pensando logo que podia dar um bonito pano de pescoco assinado por um qualquer costureiro de Roma.....por exemplo, Versage ou Hermes....

gosto da pintura, da obra....

beijo at]e amanh\a...
Roma ]e lindaaaaa e quero voltar c]a, novamente....

RPm

Claudinha disse...

Ah, mas eu estou apaixonada pelos seus quadros! Adorei mesmo, você tem um talento enorme! E eu,que tenho Morgana dentro de mim,que vivo as brumas e a vida de cavaleiros na alma, fico muito feliz com este gosto literário que também é o meu...Beijos!

blugaridades disse...

gosto muito de pintura. onde estás a expor sem ser aqui. quero ir.
bjs

Cláu disse...

Olá.
Parabens.
Está muito bom.
Jokas

mademoiselle rouge disse...

adoro a cultura celta