
"Alma de Sintra"
Óleo sobre papel (Arte Postal)
Para uma exposição de "Arte Postal" organizada pela Câmara Municipal de Sintra na Galeria de Fitares em 2002 à qual fui convidada a participar.
A foto do Postal está um pouco desfocada porque a máquina digital que tinhamos na altura tinha esse problema.
Muitas outras fotos de outros trabalhos, que vou apresentar, tem esse problema.
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"...a Serra enche, deleita, rejubila os nossos olhos, sacia os nossos sentidos, a natureza elementar e definitivamente fixa da Serra desafia a nossa minusculidade ontológica, a nossa provisoriedade existencial, o nosso aparente brilho social, a nossa eterna vontade de poder sobre os outros. E sempre que atingimos o cume da Serra, de novo nos confrontamos com dois gigantes cósmicos: o azul do mar e o azul do Céu, ambos misturados num indefinível recorte. Face a esta tripla paradoxal maravilha, cujo centro é sempre a Serra, constatamos que esta apenas pode ser comungada pelo coração através de uma Forma que a sublime, uma Alma que a transfigure esteticamente (e não teoreticamente nem misticamente), um Espírito que lhe corresponda em grandeza e excelência - e este é o espírito poético. Por natureza e condição, Sintra é habitada pelo Espírito da Poesia..."
Por João Rodil "Serra, Luas e Literatura" de 1995
"...Obedecendo a este impulso de habitante da Serra, João Rodil enquadra as diversas representações imagético-literárias por que Sintra tem sido cantada no ciclo cósmico das estações do ano desenhadas pela própria Serra, como se toda a existência da literatura sobre Sintra coubesse no amplexo de um ano cósmico, como se a literatura fosse o cântico da Serra, a fala da Serra entontecendo o pensamento de Bernardim, de Camões, de Garrett, de Herculano, de Eça..."
Escrito por Filomena Oliveira/Miguel Real (27.06.2006)














