terça-feira, agosto 29, 2006

Caminhantes do Lago




"Caminhantes do Lago"


Outro dos trabalhos que me fascina é o "Tromp l'oeil" como já aqui falei.
É pena ter pouco tempo para realizar estes efeitos criativos, ou ilusões ópticas, como lhe queiram chamar.

Este que apresento aqui hoje, que lhe dei como nome "Caminhantes do Lago", é um tromp l'oeil dos mais simples.
Foi uma "oferta" que fiz a um amigo.
Fazia anos e resolvi dar como prenda este "tromp l'oeil".
Adorou.
Já lá vai uns bons anitos.

Como já vos disse noutro post, mas não me custa recordar, o Tromp l'oeil é, basicamente, o termo francês para a arte de "enganar a vista" (não é bem este caso aqui apresentado, que foi mais uma brincadeira).
A ideia do tromp l'oeil é criar uma ilusão optica.
Um jogo visual que faça com que a pessoa que observa se pergunte a si mesma se o que observa é real ou não.
Pode considerar-se Arte, mas muitos dos efeitos desta técnica são faceis de alcançar e ao mesmo tempo resultam muito atractivos para a decoração de um local.
É claro que se formos aprofundar esta arte, os efeitos começam a ser dificilimos e nem todos o dominam.
Por exemplo, adoro fazer imitações de mármore, granito e outras pedras.
Não está ao alcançe de todos.
Mas com perseverança chega-se lá.
Quando aprendi essa técnica, cheguei a chorar frente à professora por não conseguir.
Mas acabei por conseguir.
De tal maneira que dei o meu toque pessoal às "pedras" que nem as técnicas utilizadas pela professora conseguiam alcançar os meus "projectos" de tal modo ficaram com o meu cunho pessoal.
Quando se quer sempre se alcança.
É preciso é muita paciencia e perseverança.

Beijinhos luminosos do Monte da Lua.

domingo, agosto 27, 2006

Lusitanea




Lusitanea
Óleo sobre Tela
1996
1,00 x 0,60

Este foi uma encomenda.
Não é bem um original porque quiseram que me baseasse numa paisagem já existente de Impressionismo em Porcelana.
Tentei dar-lhe o meu toque pessoal e inspirei-me na falésia da Praia Grande e Praia Pequena, em Sintra.
As encomendas tem este senão.
Temos de nos limitar ao que pretendem.
Depois temos de dar o nosso toque.

Resolvi chamar-lhe Lusitanea (está correcto, não foi engano. escrevi Lusitanea e não Lusitânia).

***

"...Portugal possui uma luz própria, revelada pela sua tradição esotérica, que não deixa dúvidas do muito que ainda se espera dos "Cidadãos da Luz".
Não é por acaso que a sua Luz-Citânea (Lusitanea) sobreviveu como chama escondida nos corações dos seus habitantes quando sua nação se viu anexada pelo Império Romano, renascendo séculos depois como o Portugal Templário.
Também não é sem razões profundas que cavaleiros e navegadores lusos plantaram a linguagem dos símbolos por todo o planeta terrestre, oferecendo-nos pistas preciosas para nos guiar de forma limpa, pura...
...Entender o significado dos símbolos, interpretá-los de forma correcta e oferecer acesso aos conhecimentos e às convicções assim obtidas, é tarefa prioritária de todos os que desejam manter viva a chama interior da sua ancestral identidade e transmiti-la às gerações vindouras..."

Excerto do prefácio de "Rainer Daehnhardt" no livro do antropólogo português Eduardo Amarante "Portugal Simbólico - Origens Sagradas dos Lusitanos"

"Rainer Daehnhardt - Historiador alemão e coleccionador de armas antigas, é um dos maiores especialistas da cultura lusitana e das tradições de Portugal.
Autor de dezenas de estudos históricos e cientificos, conferencista nas principais instituições universitárias americanas e autor de diversas obras sobre Portugal.

Assim me despeço por hoje.
Beijinhos directamente do Monte da Lua

sexta-feira, agosto 25, 2006

Dragão Borboleta



Dragão-Borboleta
1997
Óleo e Gesso Acrílico sobre Tela
0,54 x 0,73

Dragão - Representa a força, vitalidade, masculinidade.

Borboleta - Representa a beleza, a leveza, a feminilidade, o etéreo, a nossa mortalidade.

Neste quadro brinquei um pouco com o termo "dragon-fly" (libelinha) do inglês.

Quis representar algo poderoso mas ao mesmo tempo efémero.

****

Voltámos mais cedo do que esperávamos de Espanha.
Chegámos pelas 19 horas.

Navarra é muito bonita, mas infelizmente não fomos para passear ou fazer turismo.

O Paulo fez várias consultas e exames (endoscopia, colonoscopia, etc, etc) bastante mais aprofundados do que lhe fizeram em Portugal.

O polípo ja está bastante profundo no intestino e o médico quer ter a certeza de que não há nenhum "ponto" maligno.
Como temos de esperar pelas biópsias, regressámos e só lá voltaremos quando houver resultados finais.
Pelo menos sabemos que não há metástases, o que já é muito bom.

Precisamos de ter muita força para ultrapassarmos este obstáculo.

Beijinhos.

terça-feira, agosto 22, 2006

A Barqueira de Avalon





A Barqueira de Avalon
Óleo sobre Tela
1997
1,20 x 0,60


Trago-vos hoje este quadro devido à sua temática.

Chegou a altura da "peregrinação".
Da passagem do nosso mundo para Avalon.
De Portugal vamos sair e como uma antiga Sacerdotisa levo o meu "Rei Artur", não pelo meio líquido, mas pelos ares, até à "Ilha de Avalon", representada pela Clinica onde será tratado e curado do mal que padece para voltar com mais força, para me ajudar na busca do Graal e do Conhecimento mútuo, com a Graça de Deus.

Nestes dias que se avizinham vou estar ao lado do Paulo enquanto puder e me deixarem.
Todo o resto do tempo vou estar só, como Percival na Floresta onde andou a vaguear, como outros cavaleiros em demanda do Graal.
Neste caso o meu Santo Graal é a cura do meu marido.

Mesmo independente como sou, vou comunicar com uma terra desconhecida para mim.
Isso causa sempre muito receio, principalmente estando só como vou estar, enquanto ele está no hospital.

Espero que esta ausência seja curta e voltemos ao vosso seio o mais rapidamente possível.
Para bem de nós.
Principalmente para bem do Paulo.
Tanto fisica como psicologicamente.

"...Ao meio do caminho da minha vida, acordei e descobri-me numa floresta de trevas..."
Dante, A Divina Comédia (No início)

Epero e rezo para que seja só o início...

Beijos para todos vós e... até breve.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Ankh - A Chave da Vida



"Ankh - A Chave da Vida"
0,90 x 0,50
Óleo sobre Tela

Hoje trago-vos um quadro de 1996 que elaborei baseado na Ankh, a chave da vida para os antigos egípcios.

É o hieroglifo egípcio para a palavra "vida" e também faz parte do conceito de "Saúde" e "Felicidade".

Simboliza a eternidade da Alma.

Apesar de sua origem egípcia, ao longo da história foi adoptada por diversas culturas.
Continuou "popular", mesmo depois da cristianização do egípto a partir do século III.

Os egípcios convertidos são conhecidos como Cristãos Coptas, e a Ankh, devido à sua semelhança com a cruz cristã, manteve-se como um dos seus principais símbolos, sendo conhecida por Cruz Copta.

Beijos mágicos do Monte da Lua

domingo, agosto 20, 2006

Olhar Fugidio



Olhar Fugidio
0,60 x0,40
Acrílico sobre Tela
1996


Apenas um Olhar Fugidio.
Uma janela.
Um Portal.
Num momento especial.
Num sítio especial.
Temos de saber de imediato se o ultrapassamos, ou não.
Todos os momentos da vida são únicos.
Não há talvez ir ou talvez ficar.
Há o Ir.
Há o Ficar.
E a decisão é só nossa.
São assim os Passos que damos na Vida.
Feita com Olhares Fugidios entre Portais do Tempo.

Fiquem bem.
Beijos mágicos.

sábado, agosto 19, 2006

Nocturnos




Nocturnos
1997
Óleo sobre Tela
0,70 x 0,50
(Nota: Deste quadro só tenho esta foto digital de fraca qualidade.)

Uma pequena Homenagem à noite.
Noite misteriosa, profunda, bela, eterna.

Voa Noite, como aquela borboleta que se desvanece no tempo...


"...Noite das coisas, terror e medo
Na aparente paz dispersa
Sobre as linhas caladas.
Efeitos de luz nas paredes caiadas,
Gestos e murmúrios de conversa
No mundo estranho do arvoredo..."

Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, agosto 17, 2006

Ilha das Brumas




Ilha das Brumas
(Outro que foi para Espanha)
0,60 x 0,40
1996
Acrílico sobre Tela

Uma janela de pedra.
Eterna matéria que desgasta com a erosão.
Uma Janela sobre uma ilha.
Ilha de Brumas.
Onde repousa uma borboleta.
Representação da alma.
A alma de uma Mulher.
A alma de uma Deusa.
A Deusa Mãe.

Ilha das Brumas.
Avalon?

A ilha das Mulheres.
A Terra para lá do Mar.
O Mundo da Mãe.
O Reinado da Deusa está na nossa mão, mulheres.
Mas nem todos lhe tem acesso.

Beijos mágicos do Monte da Lua.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Sigillum




Sigillum
Díptico de 1996
0,50 x 0,50 (x2)
Óleo e tinta da china sobre Tela


Sigillum. Lema dos Templários.
Tudo era feito em segredo. Tudo era sigiloso.

Os templários é um tema muito querido do meu elfo maior.
Os dados que possuimos e tudo o que temos sobre os templários, daria para escrever um blog inteiro com assuntos diferentes todos os dias.

No quadro coloquei a tinta da china escritos sobre os templários.
Mas quem pretender ler o que lá está... dá-se mal.
Porque está totalmente ilegivel.
Sigillum.
Maximum Sigillum.

Neste quadro coloquei o símbolo dos templários.
Representa dois cavaleiros em cima de um só cavalo.
E isto porquê?
Porque os templários eram, na sua fundação, uma Ordem de Cavalaria que dada a sua pobreza teriam que repartir um cavalo por cada dois dos seus cavaleiros, enquanto patrulhavam os caminhos que iam dar a Jerusalém, para os peregrinos irem orar aos lugares santos.
Eram também conhecidos pelos pobres cavaleiros de Cristo.

Foi com a ajuda dos templários a D. Afonso Henriques que se formou este país em que hoje vivemos.

Com o fim trágico dos Templários, em Portugal foi criada a Ordem de Cristo.
A nova Ordem tornou-se assim a herdeira directa tanto dos bens como dos conhecimentos da antiga Ordem do Templo.

E estava dado o primeiro passo para a Grande Saga dos Descobrimentos.

Porque julgam que um país pequeno como o nosso, passou a possuir uma Armada Naval, passou a ter dinheiro para pagar a Sábios, Cientistas e Navegadores estrangeiros para desenvolver a nossa marinha e Exercito, e preparar os nossos Homens?

Há quem ainda, historiadores e não só, pergunte nos dias de hoje onde foi parar a riqueza dos templários?
Respondamos sem receios.
Na formação do Império Português.
Basta ver como um país pobre e pequeno de um milhão de habitantes, de repente se tornou detentor de um enorme conhecimento naval e de um império que nenhuma outra nação da nossa dimensão, na história universal, possuiu.

E um dos lemas de Portugal era o... Sigillum.

Só se dava a conhecer ao mundo o que interessava.
Fosse na questão de novas Descobertas, fosse na armada que possuiamos e até mesmo da quantidade de população que Portugal tinha.
Por isso, também muito pouco se escrevia para não haver fugas de informação.

Foi assim que a história de Portugal obedeceu a um plano da Ordem Templária.

Com o fim da Ordem do Templo... outros valores se levantaram... e ainda hoje, estamos a pagar por isso.

Sic transit gloria mundi (Assim passa a glória do mundo)


Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.

segunda-feira, agosto 14, 2006

A Criação




"A Criação"
Óleo sobre Tela
0,60 x 0,40
2001

Porque fomos criados?
Que força cósmica nos gerou?
De onde vêm o Universo?
Para onde vamos?
Teremos uma palavra a dizer no futuro do Cosmos?
Ou somos apenas um ponto, uma gota de água neste universo sem fim?
Seremos um equivoco ou a mais bela obra de Deus?
Seremos um vírus que teima em destruir o Eden?

Pelo menos no nosso "Universo" teremos sempre uma Palavra a dizer.
Espero que escolhamos a correcta.
O nosso Tempo é curto.
E teimamos em criar a Escuridão.
Quando temos a responsabilidade de gerar Luz.

****

"...Na vida de um Homem, o seu tempo é um momento; o seu juízo, o débil resplendor de uma vela de sebo..."

Marco Aurélio

****

"...O Ser Humano é talvez o único ser vivo em todo o Universo dotado de uma consciência universal.
Nesse caso, conservar os habitats deste planeta não é apenas uma responsabilidade global; é uma responsabilidade cósmica.
Um dia a escuridão poderá voltar a cobrir tudo.
E o espírito de Deus já não pairará sobre as águas..."

Passagem de "Maya - O romance da Criação" de Jostein Gaarder

Beijos mágicos do Monte da Lua

Terra Mítica




Terra Mítica
Óleo sobre Tela
1,00 x 0,65

Terras míticas, mundos desaparecidos, mundos esquecidos, continentes submersos.

Tantas e tantas histórias, mitos e lendas sobre civilizações supostamente esquecidas.

Desde Atlântida passando por Mu, Lemuria, Gondwana, Hiperbórea, Ischtar e tantas outras.

Obras colossais de civilizações perdidas como as pirâmides Egípcias e Maias, as estátuas da misteriosa Ilha da Páscoa, Stonehenge, vestigios quase por todo o mundo de cidades, templos, portos, estátuas que denotam civilizações extremamente avançadas.

Para quando a resolução desses mistérios?
Provavelmente, nunca.

domingo, agosto 13, 2006

Tradutor automático. Blargh.

Hoje já é tarde e não tenho tempo de vos colocar nada de novo.
Apenas vim aqui para vos dizer que está à experiencia um tradutor automático para inglês (Podem aceder a ele aqui mesmo em cima, clicando na frase).
Só que é péssimo.
Inglês macarrónico, horrivel e com frases sem nexo nenhum.
Além de fazer desaparecer as imagens dos quadros.
Alguém sabe me dizer onde posso ir em busca de um tradutor automático de jeito, já que não tenho tempo para traduzir o blog?
É que tenho tido visitas de lingua inglesa que gostam muito das pinturas mas tem pena de não perceber o texto.

Beijos e agradeço a ajuda.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Merlim, O Falcão




Merlin
1998
0,60 x 0,40
Óleo sobre Tela

**

Os Antigos Druídas.
Os Sábios da Antiguidade.

A religião fazia parte do quotidiano dos Celtas.
Havia a necessidade constante de louvar os Deuses.
Os Celtas, eram povos que acreditavam na reencarnação e na transmigração (a alma humana poderia tomar uma forma animal ou vegetal).

Os Druídas eram os Sacerdotes dos Celtas.

O panteão Celta tinha um grande número de divindades femininas de grande importância.

Nos antigos escritos deixados pelos Gregos e Romanos existem provas da existência das Driades, as mulheres Sacerdotisas que viviam nos Bosques sagrados, à semelhança dos Druídas e é provável que a sua existência fosse anterior à dos Druídas.

Os Druídas estavam divididos em três grandes classes.
Os Bardos, Os Ovates e os Sacerdotes.
Os Bardos eram principalmente poetas e grandes cantores;
Os Ovates eram os profetas e filósofos utilizados sempre antes das grandes batalhas para se ter a certeza que os Deuses estavam a favor;
E os Sacerdotes. Estes usavam uma tonsura que mais tarde foi copiada pelos Monges cristãos.

Em Portugal ainda existe vestigios da sua época.
Há diversos santuários com tinas esculpidas a rocha rodeados de Carvalhos, o Templo Natural dos druídas e a árvore sagrada para os Celtiberos e para os Lusitanos.

**

"...A Lusitânia é a mais poderosa das nações celtiberas, e que, sem dúvida, entre outros por mais tempo deteve as armas romanas..."

Estrabão, Séc I a.c. in Geografia

**

"São Dez os anéis e Nove os torques de ouro,
que os antigos chefes de clã usavam;
Oito, as virtudes principescas e Sete os pecados
pelos quais se vendia uma alma;
Seis é a soma da terra com o céu
de todas as coisas simples e ousadas;
Cinco é o número de navios que partiram
da Atlântida perdida e fria;
Quatro reis das terras ocidentais se salvaram;
e Três reinos agora contemplam;
Dois, o amor e o medo se juntaram
no reduto de Lyonesse;
Um só Mundo, Um só Deus e Um Nascimento
predisseram... as Estrelas dos Druídas..."

Bernard Cornwell
Merlim (O Ciclo Pendragon)
1987


Hoje o Céu no Monte da Lua está especialmente Belo.

Beijos mágicos nesta noite de todos os sonhos de Verão.

quarta-feira, agosto 09, 2006

A Queda de Atlântida





"A Queda de Atlântida"
Óleo sobre Tela
0,90 x 0,60
1998

Outro quadro sobre o mito (será?) de Atlântida.

Há quem diga que os sábios atlantes se refugiaram no Antigo Egipto.
Salvaguardaram os seus conhecimentos científicos e técnicos que faziam da Atlântida um Continente cuja civilização nunca foi igualada, mesmo nos nossos dias...

**

"...Todos os acontecimentos não são mais do que a consumação das causas que os precederam, claramente vistas mas apreendidas de forma indistinta.
Quando soa um acorde, o ouvinte menos educado sabe que a este se seguirá a tónica, embora não saiba por que razão os acordes sucessivos conduzem a essa nota final.
A Lei do Karma é a força que conduz todos os acordes em direcção à tónica, é a força que espalha as pequenas ondas provocadas pela pedrinha lançada para dentro do lago até que as marés venham a submergir um continente, muito depois de a pedra se ter afundado e ter sido esquecida.
Esta é a história de uma pedra assim, lançada para o lago de um mundo que se afundou muito antes de os faraós do egipto terem empilhado pedra sobre pedra..."

Em "A Queda da Atlântida" de Marion Zimmer Bradley

Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.


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segunda-feira, agosto 07, 2006

Nascimento de uma Fada




Nascimento de uma Fada
1998
Acrílico sobre tela
0,60 x0,40

Este foi para Espanha.


A origem das fadas remonta a muitos séculos antes do cristianismo, como agora o conhecemos.
Nas lendas as fadas eram os espiritos dos mortos, principalmente das crianças que viviam num mundo paralelo, alegres e felizes.
Mundo esse que tinha muitos Portais para o nosso.
Portais esses que ficaram abertos enquanto o Homem respeitou e amou a Natureza.

Com o aparecimento do cristianismo, tornou-se habitual dizer que as fadas eram anjos caídos, que tiham sido expulsos do Céu.
As fadas de um momento para o outro transformaram-se de seres belos e etéreos das religiões pagãs em Anjos Malignos que viviam de e para o Mal, pelas convenções cristãs.

Mas o cristianismo também adoptou as fadas no bom sentido.
Também as transformou em belos anjos que guardam o Homem e em Arcanjos que protegem o Senhor, Deus.

A palavra Fada, em português, deriva do termo em Latim "Fatum" que significa destino, fatalidade do destino.
Desse termo derivou a nossa música mais tipica e tradicional, que encarna a alma portuguesa. O Fado.

Sempre podemos dizer que descendemos do antigo povo pequeno das florestas.

P.S.: Por isso, quando ouvirem alguém cantar o fado, já sabem que é a voz das fadas.(esta parte da voz das fadas foi brincadeira. Principalmente se o fado for à desgarrada).
;-)


(Já agora, visitem o novo blog do meu elfo maior - transparenciasdaalma.blogspot.com - e deixem lá a vossa "transparência")

Beijinhos cheios de magia e ternura e... até breve.