terça-feira, agosto 22, 2006

A Barqueira de Avalon





A Barqueira de Avalon
Óleo sobre Tela
1997
1,20 x 0,60


Trago-vos hoje este quadro devido à sua temática.

Chegou a altura da "peregrinação".
Da passagem do nosso mundo para Avalon.
De Portugal vamos sair e como uma antiga Sacerdotisa levo o meu "Rei Artur", não pelo meio líquido, mas pelos ares, até à "Ilha de Avalon", representada pela Clinica onde será tratado e curado do mal que padece para voltar com mais força, para me ajudar na busca do Graal e do Conhecimento mútuo, com a Graça de Deus.

Nestes dias que se avizinham vou estar ao lado do Paulo enquanto puder e me deixarem.
Todo o resto do tempo vou estar só, como Percival na Floresta onde andou a vaguear, como outros cavaleiros em demanda do Graal.
Neste caso o meu Santo Graal é a cura do meu marido.

Mesmo independente como sou, vou comunicar com uma terra desconhecida para mim.
Isso causa sempre muito receio, principalmente estando só como vou estar, enquanto ele está no hospital.

Espero que esta ausência seja curta e voltemos ao vosso seio o mais rapidamente possível.
Para bem de nós.
Principalmente para bem do Paulo.
Tanto fisica como psicologicamente.

"...Ao meio do caminho da minha vida, acordei e descobri-me numa floresta de trevas..."
Dante, A Divina Comédia (No início)

Epero e rezo para que seja só o início...

Beijos para todos vós e... até breve.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Ankh - A Chave da Vida



"Ankh - A Chave da Vida"
0,90 x 0,50
Óleo sobre Tela

Hoje trago-vos um quadro de 1996 que elaborei baseado na Ankh, a chave da vida para os antigos egípcios.

É o hieroglifo egípcio para a palavra "vida" e também faz parte do conceito de "Saúde" e "Felicidade".

Simboliza a eternidade da Alma.

Apesar de sua origem egípcia, ao longo da história foi adoptada por diversas culturas.
Continuou "popular", mesmo depois da cristianização do egípto a partir do século III.

Os egípcios convertidos são conhecidos como Cristãos Coptas, e a Ankh, devido à sua semelhança com a cruz cristã, manteve-se como um dos seus principais símbolos, sendo conhecida por Cruz Copta.

Beijos mágicos do Monte da Lua

domingo, agosto 20, 2006

Olhar Fugidio



Olhar Fugidio
0,60 x0,40
Acrílico sobre Tela
1996


Apenas um Olhar Fugidio.
Uma janela.
Um Portal.
Num momento especial.
Num sítio especial.
Temos de saber de imediato se o ultrapassamos, ou não.
Todos os momentos da vida são únicos.
Não há talvez ir ou talvez ficar.
Há o Ir.
Há o Ficar.
E a decisão é só nossa.
São assim os Passos que damos na Vida.
Feita com Olhares Fugidios entre Portais do Tempo.

Fiquem bem.
Beijos mágicos.

sábado, agosto 19, 2006

Nocturnos




Nocturnos
1997
Óleo sobre Tela
0,70 x 0,50
(Nota: Deste quadro só tenho esta foto digital de fraca qualidade.)

Uma pequena Homenagem à noite.
Noite misteriosa, profunda, bela, eterna.

Voa Noite, como aquela borboleta que se desvanece no tempo...


"...Noite das coisas, terror e medo
Na aparente paz dispersa
Sobre as linhas caladas.
Efeitos de luz nas paredes caiadas,
Gestos e murmúrios de conversa
No mundo estranho do arvoredo..."

Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, agosto 17, 2006

Ilha das Brumas




Ilha das Brumas
(Outro que foi para Espanha)
0,60 x 0,40
1996
Acrílico sobre Tela

Uma janela de pedra.
Eterna matéria que desgasta com a erosão.
Uma Janela sobre uma ilha.
Ilha de Brumas.
Onde repousa uma borboleta.
Representação da alma.
A alma de uma Mulher.
A alma de uma Deusa.
A Deusa Mãe.

Ilha das Brumas.
Avalon?

A ilha das Mulheres.
A Terra para lá do Mar.
O Mundo da Mãe.
O Reinado da Deusa está na nossa mão, mulheres.
Mas nem todos lhe tem acesso.

Beijos mágicos do Monte da Lua.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Sigillum




Sigillum
Díptico de 1996
0,50 x 0,50 (x2)
Óleo e tinta da china sobre Tela


Sigillum. Lema dos Templários.
Tudo era feito em segredo. Tudo era sigiloso.

Os templários é um tema muito querido do meu elfo maior.
Os dados que possuimos e tudo o que temos sobre os templários, daria para escrever um blog inteiro com assuntos diferentes todos os dias.

No quadro coloquei a tinta da china escritos sobre os templários.
Mas quem pretender ler o que lá está... dá-se mal.
Porque está totalmente ilegivel.
Sigillum.
Maximum Sigillum.

Neste quadro coloquei o símbolo dos templários.
Representa dois cavaleiros em cima de um só cavalo.
E isto porquê?
Porque os templários eram, na sua fundação, uma Ordem de Cavalaria que dada a sua pobreza teriam que repartir um cavalo por cada dois dos seus cavaleiros, enquanto patrulhavam os caminhos que iam dar a Jerusalém, para os peregrinos irem orar aos lugares santos.
Eram também conhecidos pelos pobres cavaleiros de Cristo.

Foi com a ajuda dos templários a D. Afonso Henriques que se formou este país em que hoje vivemos.

Com o fim trágico dos Templários, em Portugal foi criada a Ordem de Cristo.
A nova Ordem tornou-se assim a herdeira directa tanto dos bens como dos conhecimentos da antiga Ordem do Templo.

E estava dado o primeiro passo para a Grande Saga dos Descobrimentos.

Porque julgam que um país pequeno como o nosso, passou a possuir uma Armada Naval, passou a ter dinheiro para pagar a Sábios, Cientistas e Navegadores estrangeiros para desenvolver a nossa marinha e Exercito, e preparar os nossos Homens?

Há quem ainda, historiadores e não só, pergunte nos dias de hoje onde foi parar a riqueza dos templários?
Respondamos sem receios.
Na formação do Império Português.
Basta ver como um país pobre e pequeno de um milhão de habitantes, de repente se tornou detentor de um enorme conhecimento naval e de um império que nenhuma outra nação da nossa dimensão, na história universal, possuiu.

E um dos lemas de Portugal era o... Sigillum.

Só se dava a conhecer ao mundo o que interessava.
Fosse na questão de novas Descobertas, fosse na armada que possuiamos e até mesmo da quantidade de população que Portugal tinha.
Por isso, também muito pouco se escrevia para não haver fugas de informação.

Foi assim que a história de Portugal obedeceu a um plano da Ordem Templária.

Com o fim da Ordem do Templo... outros valores se levantaram... e ainda hoje, estamos a pagar por isso.

Sic transit gloria mundi (Assim passa a glória do mundo)


Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.

segunda-feira, agosto 14, 2006

A Criação




"A Criação"
Óleo sobre Tela
0,60 x 0,40
2001

Porque fomos criados?
Que força cósmica nos gerou?
De onde vêm o Universo?
Para onde vamos?
Teremos uma palavra a dizer no futuro do Cosmos?
Ou somos apenas um ponto, uma gota de água neste universo sem fim?
Seremos um equivoco ou a mais bela obra de Deus?
Seremos um vírus que teima em destruir o Eden?

Pelo menos no nosso "Universo" teremos sempre uma Palavra a dizer.
Espero que escolhamos a correcta.
O nosso Tempo é curto.
E teimamos em criar a Escuridão.
Quando temos a responsabilidade de gerar Luz.

****

"...Na vida de um Homem, o seu tempo é um momento; o seu juízo, o débil resplendor de uma vela de sebo..."

Marco Aurélio

****

"...O Ser Humano é talvez o único ser vivo em todo o Universo dotado de uma consciência universal.
Nesse caso, conservar os habitats deste planeta não é apenas uma responsabilidade global; é uma responsabilidade cósmica.
Um dia a escuridão poderá voltar a cobrir tudo.
E o espírito de Deus já não pairará sobre as águas..."

Passagem de "Maya - O romance da Criação" de Jostein Gaarder

Beijos mágicos do Monte da Lua

Terra Mítica




Terra Mítica
Óleo sobre Tela
1,00 x 0,65

Terras míticas, mundos desaparecidos, mundos esquecidos, continentes submersos.

Tantas e tantas histórias, mitos e lendas sobre civilizações supostamente esquecidas.

Desde Atlântida passando por Mu, Lemuria, Gondwana, Hiperbórea, Ischtar e tantas outras.

Obras colossais de civilizações perdidas como as pirâmides Egípcias e Maias, as estátuas da misteriosa Ilha da Páscoa, Stonehenge, vestigios quase por todo o mundo de cidades, templos, portos, estátuas que denotam civilizações extremamente avançadas.

Para quando a resolução desses mistérios?
Provavelmente, nunca.

domingo, agosto 13, 2006

Tradutor automático. Blargh.

Hoje já é tarde e não tenho tempo de vos colocar nada de novo.
Apenas vim aqui para vos dizer que está à experiencia um tradutor automático para inglês (Podem aceder a ele aqui mesmo em cima, clicando na frase).
Só que é péssimo.
Inglês macarrónico, horrivel e com frases sem nexo nenhum.
Além de fazer desaparecer as imagens dos quadros.
Alguém sabe me dizer onde posso ir em busca de um tradutor automático de jeito, já que não tenho tempo para traduzir o blog?
É que tenho tido visitas de lingua inglesa que gostam muito das pinturas mas tem pena de não perceber o texto.

Beijos e agradeço a ajuda.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Merlim, O Falcão




Merlin
1998
0,60 x 0,40
Óleo sobre Tela

**

Os Antigos Druídas.
Os Sábios da Antiguidade.

A religião fazia parte do quotidiano dos Celtas.
Havia a necessidade constante de louvar os Deuses.
Os Celtas, eram povos que acreditavam na reencarnação e na transmigração (a alma humana poderia tomar uma forma animal ou vegetal).

Os Druídas eram os Sacerdotes dos Celtas.

O panteão Celta tinha um grande número de divindades femininas de grande importância.

Nos antigos escritos deixados pelos Gregos e Romanos existem provas da existência das Driades, as mulheres Sacerdotisas que viviam nos Bosques sagrados, à semelhança dos Druídas e é provável que a sua existência fosse anterior à dos Druídas.

Os Druídas estavam divididos em três grandes classes.
Os Bardos, Os Ovates e os Sacerdotes.
Os Bardos eram principalmente poetas e grandes cantores;
Os Ovates eram os profetas e filósofos utilizados sempre antes das grandes batalhas para se ter a certeza que os Deuses estavam a favor;
E os Sacerdotes. Estes usavam uma tonsura que mais tarde foi copiada pelos Monges cristãos.

Em Portugal ainda existe vestigios da sua época.
Há diversos santuários com tinas esculpidas a rocha rodeados de Carvalhos, o Templo Natural dos druídas e a árvore sagrada para os Celtiberos e para os Lusitanos.

**

"...A Lusitânia é a mais poderosa das nações celtiberas, e que, sem dúvida, entre outros por mais tempo deteve as armas romanas..."

Estrabão, Séc I a.c. in Geografia

**

"São Dez os anéis e Nove os torques de ouro,
que os antigos chefes de clã usavam;
Oito, as virtudes principescas e Sete os pecados
pelos quais se vendia uma alma;
Seis é a soma da terra com o céu
de todas as coisas simples e ousadas;
Cinco é o número de navios que partiram
da Atlântida perdida e fria;
Quatro reis das terras ocidentais se salvaram;
e Três reinos agora contemplam;
Dois, o amor e o medo se juntaram
no reduto de Lyonesse;
Um só Mundo, Um só Deus e Um Nascimento
predisseram... as Estrelas dos Druídas..."

Bernard Cornwell
Merlim (O Ciclo Pendragon)
1987


Hoje o Céu no Monte da Lua está especialmente Belo.

Beijos mágicos nesta noite de todos os sonhos de Verão.

quarta-feira, agosto 09, 2006

A Queda de Atlântida





"A Queda de Atlântida"
Óleo sobre Tela
0,90 x 0,60
1998

Outro quadro sobre o mito (será?) de Atlântida.

Há quem diga que os sábios atlantes se refugiaram no Antigo Egipto.
Salvaguardaram os seus conhecimentos científicos e técnicos que faziam da Atlântida um Continente cuja civilização nunca foi igualada, mesmo nos nossos dias...

**

"...Todos os acontecimentos não são mais do que a consumação das causas que os precederam, claramente vistas mas apreendidas de forma indistinta.
Quando soa um acorde, o ouvinte menos educado sabe que a este se seguirá a tónica, embora não saiba por que razão os acordes sucessivos conduzem a essa nota final.
A Lei do Karma é a força que conduz todos os acordes em direcção à tónica, é a força que espalha as pequenas ondas provocadas pela pedrinha lançada para dentro do lago até que as marés venham a submergir um continente, muito depois de a pedra se ter afundado e ter sido esquecida.
Esta é a história de uma pedra assim, lançada para o lago de um mundo que se afundou muito antes de os faraós do egipto terem empilhado pedra sobre pedra..."

Em "A Queda da Atlântida" de Marion Zimmer Bradley

Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.


Publicidade aos nossos. Tem de ser.
transparenciasdaalma.blogspot.com
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sebastiansong.blogspot.com

segunda-feira, agosto 07, 2006

Nascimento de uma Fada




Nascimento de uma Fada
1998
Acrílico sobre tela
0,60 x0,40

Este foi para Espanha.


A origem das fadas remonta a muitos séculos antes do cristianismo, como agora o conhecemos.
Nas lendas as fadas eram os espiritos dos mortos, principalmente das crianças que viviam num mundo paralelo, alegres e felizes.
Mundo esse que tinha muitos Portais para o nosso.
Portais esses que ficaram abertos enquanto o Homem respeitou e amou a Natureza.

Com o aparecimento do cristianismo, tornou-se habitual dizer que as fadas eram anjos caídos, que tiham sido expulsos do Céu.
As fadas de um momento para o outro transformaram-se de seres belos e etéreos das religiões pagãs em Anjos Malignos que viviam de e para o Mal, pelas convenções cristãs.

Mas o cristianismo também adoptou as fadas no bom sentido.
Também as transformou em belos anjos que guardam o Homem e em Arcanjos que protegem o Senhor, Deus.

A palavra Fada, em português, deriva do termo em Latim "Fatum" que significa destino, fatalidade do destino.
Desse termo derivou a nossa música mais tipica e tradicional, que encarna a alma portuguesa. O Fado.

Sempre podemos dizer que descendemos do antigo povo pequeno das florestas.

P.S.: Por isso, quando ouvirem alguém cantar o fado, já sabem que é a voz das fadas.(esta parte da voz das fadas foi brincadeira. Principalmente se o fado for à desgarrada).
;-)


(Já agora, visitem o novo blog do meu elfo maior - transparenciasdaalma.blogspot.com - e deixem lá a vossa "transparência")

Beijinhos cheios de magia e ternura e... até breve.

sábado, agosto 05, 2006

Rainha das Fadas





Rainha das Fadas
1999
1,40 X 0,70
Óleo sobre tela

Este foi para Itália.

Quis com ele representar um Ser Elemental superior, a Rainha de todas as fadas.
Um espírito do ar, senhora dos céus, senhora do vento.

O ar é essencial à vida.
É o elemento activo e criador que simboliza o pensamento, a memória e a liberdade de expressão.
É o elemento que une a Terra e o Céu, personifica as manifestações mais elevadas da mente e a inspiração superior.
Por tudo isto e muito mais, a Rainha das Fadas teria de ser um espirito do ar.


Nota: Nestes últimos quadros, a imagem não é das melhores porque são fotografias digitais sem grande qualidade.


A minha intenção é mostrar-vos um pouco da minha caminhada até aos dias de hoje. Quando começar a apresentar-vos quadros mais recentes, notarão, supostamente, a evolução constante que tive ao longo destes curtos anos.
Tenho pena de não ter fotos mais antigas para terem uma maior sensibilidade sobre o desenvolvimento do meu trabalho.
Como já vos disse noutro post tinha as fotos digitais de todas as obras em computador e não tive o cuidado de fazer back-up. Assim perderam-se para sempre. Alguns, sei onde estão. Outros não.
Nunca mais, supostamente, entrarei em contacto visual com eles.
Espero que sejam todos bem tratados, tanto os mais simples e sem grande rigor técnico, na minha opinião actual, como os mais recentes e com outra qualidade pictórica.
É claro que daqui a três, quatro anos, ou até menos, olharei para os actuais e provavelmente acho que estão fraquinhos.
Será bom sinal.
Quer dizer que estarei noutro patamar.
Como disse Fernando Grade um dia sobre o meu trabalho
"...Acredito que a viagem ainda jovem de Ana Garrett vai prosseguir. Não creio que fique por aqui..."

Beijos a quem é de beijos e abraços a quem é de abraços
(a frase que o RPM - Rui Pedro Matos, tanto adora. Beijinho para ele, esse peregrino de Oz)

sexta-feira, agosto 04, 2006

A Hora dos Deuses



"A Hora dos Deuses ou Vida de Insecto é Dificil"

1999
Acrílico sobre tela
0,40 x 0,60

(A fotografia deste quadro está com pouca qualidade, mas é a única que possuo.)

Desde que nascemos já estamos destinados a pertencer a uma fé, credo, religião.
Seja ela o cristianismo, o judaísmo, o islamismo, hinduísmo, ou outra qualquer.

Os pagãos são aqueles que adoram, ou adoravam a mãe terra, os Deuses antigos, os seres elementais.
Com a chegada do cristianismo, adoptou-se o mesmo padrão para todas essas Antigas Religiões. O Paganísmo.
Para simplificar.

O ateísmo é a negação da existência de qualquer tipo de deus.
Agnosticismo é a dúvida sobre a existência de deus, por falta de provas.

Neste quadro a mosca representa o ser humano que a qualquer altura de sua vida é sempre "capturado" pela fé, pela crença de algo superior. Pela Religião.

Já Jung dizia que o Homem é um animal religioso. E tinha razão.

Coloquei no título do quadro "Vida de insecto é dificil".
A vida é sempre dificil.
Quanto mais para nós.
Meros insectos nas mãos dos Deuses.

Mas é bom viver e estar vivo.
Já é um Dom que temos de agradecer... aos Deuses.


Deixo-vos com a frase de um livro de Jostein Gaarder:

"...Leva-se milhares de anos a criar um ser humano. E só uns segundos a morrer..."

E muitas dessas mortes se devem à religião.
Tem sido sempre assim ao longo dos séculos.

Para meditar.


Beijos Mágicos

quinta-feira, agosto 03, 2006

Brincadeiras de Fadas e Gnomos




Hoje recuamos até 1999.
É um quadro em Acrílico sobre tela.
Medida 0,65 x 0,40
"Brincadeiras de Fadas e Gnomos"

Em quantos filmes e livros não vimos que os seres elementais gostam de se divertir entre eles e pregarem partidas aos seres humanos?

Se eles existem mesmo, e a minha criança interior quer crer que sim, é pena não podermos participar nesse mundo invisivel.
Eles tem a habilidade de fazer os humanos observarem apenas o que desejam que observem e até permanecer invisiveis quando desejam.
Para podermos ter um "assomo" da sua existência temos de passar mais tempo junto à Mãe Natureza.
Sentarmo-nos por baixo das árvores, falar com os rios, embelezarmos a nossa casa com plantas e flores e se tivermos um jardim, quintal ou terreno, deixarmos um cantinho intocado e selvagem para que as fadas possam brincar livremente nele.



P.S. Àqueles que se preocuparam com o meu "Elfo maior", o meu maridinho, o meu muito obrigado.
Tenho a dizer que detectaram um "polípo" (não sei se é assim que se diz) na parte de "baixo" do intestino, próximo do reto, já um bocado grande e vai ter de ser operado para o retirarem.
Rasparam o polipo e foi para biópsia.
O médico diz que depois da operação fica tudo bem, mas é uma operação muito dolorosa.
Queira Deus, que não haja nada na biópsia.


Beijinhos mágicos.
E que Deus e todos os Seres mágicos e divinos estejam a seu lado.

quarta-feira, agosto 02, 2006

O Contador de Histórias




O Contador de Histórias
1,20 x 0,80
Acrílico sobre Tela

Aqui apresento um quadro de 2000.

"O contador de histórias" leva-nos uma vez mais para o Reino das Fábulas, em que, neste caso, o batráquio conta as suas memórias de tempos passados aos seus ouvintes pinguins.
Em que a magia das suas palavras está no ar, representada por pequenos cavalos marinhos que se dirigem a um mundo imaginário...

Na lírica medieval o "Contador de Histórias" era o Trovador que, acompanhado de instrumentos musicais entoava histórias e lendas cantadas por si.

Mas o contador de histórias é todo aquele, que como nas velhas tradições celtas, relata de sua memória às gerações vindouras, contos e epopeias de sonhar.

Conta apenas pelo prazer de falar e de ser ouvido.
É aquele que lhe basta a sua palavra e o olhar do seu ouvinte.
Para contar histórias tem de ser ter um dom. Dom esse, que vem da alma, do sangue.
Dom que nasce com a pessoa.
É aquele que empresta o seu corpo e sua alma para dar vida a mais uma história.

No fundo nós que pintamos, somos Contadores de Histórias.
E esse é o nosso legado para convosco.

Eu sou a "rã" que vos conta fábulas pintadas e vocês são os "pinguins" que atentamente observam cada pormenor neste ecrã.
E, espero, que consiga vos deixar com um pouco de magia no ar.

Beijinhos mágicos.

P.S.: Hoje, o Paulo, meu marido vai fazer um exame médico um pouco doloroso, uma Colonoscopia.
Sei que está a ser dificil para ele enfrentar a situação. Tem passado o dia lá em cima, na sala, a tomar um remédio misturado em três litros de água. Deve ser horrivel porque já vomitou muito, desculpem a expressão.
Só espero que isto tudo seja apenas uma tempestade num copo de água.
Já sabemos como os homens nestas coisas são muito "maricas". Se tivessem um filho estavam feitos.
Mas, como dizia, espero que não seja nada, porque ele sempre me incentivou a pintar e é o meu maior critico (construtivo).
Às vezes chegamos a discutir porque ele acha que eu consigo fazer melhor. E eu, tenho de dar mais. E na verdade, muitas vezes acaba por ter razão.
Bem, às vezes.
Outra vezes tenho que lhe pôr um "travão".
A ele e à minha mãe, que ainda é pior que ele. Mas a critica é que nos faz crescer.
É ele que também me dá uma mãozinha nas pesquisas que faço, tanto para a temática dos quadros, como para o que vos apresento neste dia a dia.
Aconselha-me bem com os gostos dele, bastante idênticos aos meus.
Espero que amanhã esteja aqui a mostrar-vos os meus quadros, a rirmo-nos de hoje e que ele esteja sentado ao meu lado, enquanto escrevo, e a dizer-me. "Olha lá, porque é que não pões... em vez de..."

Não há-de ser nada...

Mundos de fantasia




Aqui estou de novo, amigos.

Mundos de Fantasia
0,60 x 0,40
Acrílico sobre tela

Aqui estou de novo, amigos.
Trago-vos mais um quadro de 1998.
Mais um dos expontâneos.
Mas este... adoro-o.
É dos que não saem cá de casa.
Já quiseram ficar com ele por diversas vezes e sempre recusei.

Retrata um mudo de fantasia como o nome o diz.
Quem não se lembra de ser criança e criar os seus próprios mundos de fantasia?
Todo o imaginário era real.
Não tínhamos limites nem fronteiras.
A distância que separava esses mundos do real dos adultos não ultrapassava o armário de lá de casa ou o quintal dos fundos.
Cada flor, planta, formiga, tinha histórias para contar.
Mas ao crescermos esquecemos que existe muito mais entre o Céu e a Terra.
Passamos a ter medo de ir em busca de coisas que não existem.
E o medo trava a magia.
Silencia os rios.
Pára o vento.
Domina as nossas almas.

Felizmente esses mundos de fantasia continuam a existir porque a nossa criança interior nunca morre.

No meu jardim sempre haverá fadas, elfos, duendes.
As árvores cantam e os pássaros dançam.

Que os vossos olhos se abram e o vosso coração transborde de magia.
O que encanta também vos protege.
Nunca se devem esquecer disso.

Beijos a quem é de beijos e abraços a quem é de abraços.

segunda-feira, julho 31, 2006

Portas da Atlântida




Hoje trago-vos outro quadro datado de 2000
Portas da Atlântida
Óleo sobre Tela
1,00 x 0,60

Uma temática que nos apaixona cá em casa:
Atlântida.

O berço que originou, supostamente, a civilização.
Continente misterioso de planícies luxuriantes e férteis.
Continente que há séculos perturba os homens.
Quem primeiro a descreveu foi Platão, localizando esse continente a oeste das Colunas de Héracles.

Nunca deixará de ser um mistério.
Pelo menos enquanto a ciência não evoluir para se poder pesquisar em pormenor o fundo dos Oceanos.

Imaginem se a Europa fosse coberta por águas por alguma razão climatérica ou sismológica?
Que testemunho da nossa civilização ficaria para as gerações futuras?

Para meditarem.


Deixo-vos com um testemunho de um dos antigos profetas, Ezequias, que recorda, no seu julgamentocontra as cidades de iro e Sidon o destino dum mundo submerso, mundo análogo a Atlântida.

“... Na sua dor, lamentar-te-ão,
Eles lamentar-te-ão,
Que eras como Tiro,
Como esta cidade destruída no meio do mar,
Quando os teus produtos saiam dos mares,
Satisfazias um grande número de povos,
Pela abundância dos teus bens e das tuas mercadorias,
Enriquecias os reis da terra,
E quanto foste quebrada pelo mar,
Quando desapareceste na profundidade das águas,
As tuas mercadorias e a tua multidão,
Caíram contigo.
Todos os habitantes das ilhas vivem na estupefacção por tua causa,
Os seus reis estão dominados pelo espanto.
O seu rosto está aflito,
Os mercadores entre os povos te darão muitas vaias,
Tu foste reduzida a nada e não serás jamais restabelecida...”


Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.

domingo, julho 30, 2006

Dama do lago






Hoje não me vou alongar muito.
Chegou o meu querido bebé, Sebastião, de vinte lindos meses, que esteve durante a semana em férias com os avós.
Hoje é ele o meu quadro favorito, a minha musa, o meu principe, o meu amor. A Canção de Sebastião.

****

Dama do Lago
0,50 x 0,40
Óleo sobre Tela
1998

Este é mais um dos quadros da Série "Cruzadas Celtas".

Representa o regresso da Sacerdotisa Mãe ao seio das Irmãs de Avalon após longos anos de ausência.

"...Então, como se uma cortina tivesse sido puxada para o lado, a bruma desvaneceu-se, e perante eles jazia um trecho de água iluminado e uma praia verde... A luz - seria o mesmo sol que ela conhecia? - inundava a terra de ouro e silêncio, e Morgana sentiu a garganta apertada de lágrimas. Pensou, sem perceber porquê, "Cheguei a Casa"..."

Excerto de "As Brumas de Avalon" de Marion Zimmer Bradley, que regressou donde veio. Avalon.
Obrigado por partilhares connosco os teus segredos, Marion.

Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.

sábado, julho 29, 2006

Draco Constelation



Olá de novo, caminhantes blogueiros.

Draco Constelation
medidas: 1,00 x 0,60
Óleo sobre Tela
1999

Este quadro que vos trago é um daqueles que eu chamo de "entre quadros".
Ou seja, saiu por instinto. Sem nada definido, delineado, preparado. Apeteceu-me fazer enquanto estava preparando outros.

É a minha representação da Constelação do Dragão.
É uma das 88 Constelações modernas. E uma das 44, de Ptolomeu.
A estrela Thuban (Draconis) era a estrela do Polo Norte cerca de 2700 anos antes de Cristo, durante a época dos antigos egipcios.
É a estrela mais brilhante da Constelação de Draco.

Estes quadros quando me saem sem nada definido dão-me imenso prazer.
Como exemplo do que digo, deixo-vos mais uma história de Chuang Tzu, mas desta vez preparada e adaptada por mim à pintura.

"Pintar é como uma dança.
Os movimentos da mão, os jeitos do ombro, os movimentos dos pés, o som do pincel ao ser mergulhado e o amaciar a tela com a tinta, tudo num ritmo perfeito. Como se fosse uma dança ou uma sinfonia.
Temos de procurar agir de acordo com o Tao, a ordem natural das coisas.
É algo que está para além da técnica.
Quando comecei, via à minha frente uma tela enorme, branca, e não conseguia diferenciar os pormenores do que ia pintar.
Mas depois de, mais ou menos, três anos de prática já não via o que ia pintar como um todo.
Via as cores que compunham um pormenor.
Via as distinções.
E agora os meus sentidos param de funcionar e é o espirito que me guia livremente.
Seguindo o instinto, sigo o caminho natural deixando o pincel encontrar o seu rumo entre as muitas opções escondidas, tirando proveito do que lá está, naquela tela a princípio vazia, branca, sem nunca tocar num pormenor que descobri ou numa situação que pintei. Importante.
Um bom pintor usa a sua pincelada até à exaustão porque sabe o que quer, enquanto um pintor medíocre tem de a mudar constantemente porque só sabe... pintar.
Pintar é deixar um pouco da sua alma.
Ou mesmo toda.
Com a minha pincelada já pintei centenas de quadros, e mesmo mudando de tema, ela está fresca, é reconhecida por quem conhece o meu trabalho, mesmo não sabendo de quem é a obra exposta.
É por isso que passado estes anos todos, a pincelada continua com alma, está fresca.
É verdade que há pormenores mais difíceis.
Quando os sinto aproximar, avalio bem o pormenor que surgiu e olho-o com cuidado, mantendo sempre os olhos no que faço e trabalhando devagar.
E então com movimentos suaves, pinto-o na tentativa da perfeição.
E ele “desmancha-se” como um torrão de terra ao cair no chão.
Aí retiro a mão e fico parada, com a sensação de ter conseguido algo muito importante.
Depois lavo o pincel e deito-o ao meu lado.

Comentário:
Há um modo natural de fazer as coisas, há soluções naturais para os problemas.
Se agirmos de acordo com a natureza das coisas - o Tao -, conseguimos fazer tudo melhor e sem que isso nos crie nenhum problema.
Continuaremos sempre frescos como a pincelada do pintor.
Perante qualquer problema, devemos aceitar que as coisas sejam como são sem desejar que a situação fosse outra, diferente do que na realidade é. Porque isso só iria criar resistência e tensão.
Devemos prestar atenção à ordem natural das coisas e trabalhar com ela em vez de contra ela.
E veremos que o trabalho prossegue mais rápida e facilmente se pararmos de "tentar", de pôr demasiado esforço extra, de procurar resultados rápidos.
Há que simplesmente "dar uma ajuda" para que as soluções naturais ocorram."

Isto adapta-se a tudo o que fazemos no nosso dia a dia.
É a minha opinião.
Vale o que vale.
Pensem nisso.

Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.