quarta-feira, agosto 09, 2006

A Queda de Atlântida





"A Queda de Atlântida"
Óleo sobre Tela
0,90 x 0,60
1998

Outro quadro sobre o mito (será?) de Atlântida.

Há quem diga que os sábios atlantes se refugiaram no Antigo Egipto.
Salvaguardaram os seus conhecimentos científicos e técnicos que faziam da Atlântida um Continente cuja civilização nunca foi igualada, mesmo nos nossos dias...

**

"...Todos os acontecimentos não são mais do que a consumação das causas que os precederam, claramente vistas mas apreendidas de forma indistinta.
Quando soa um acorde, o ouvinte menos educado sabe que a este se seguirá a tónica, embora não saiba por que razão os acordes sucessivos conduzem a essa nota final.
A Lei do Karma é a força que conduz todos os acordes em direcção à tónica, é a força que espalha as pequenas ondas provocadas pela pedrinha lançada para dentro do lago até que as marés venham a submergir um continente, muito depois de a pedra se ter afundado e ter sido esquecida.
Esta é a história de uma pedra assim, lançada para o lago de um mundo que se afundou muito antes de os faraós do egipto terem empilhado pedra sobre pedra..."

Em "A Queda da Atlântida" de Marion Zimmer Bradley

Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.


Publicidade aos nossos. Tem de ser.
transparenciasdaalma.blogspot.com
conversainutil.blogspot.com
sebastiansong.blogspot.com

segunda-feira, agosto 07, 2006

Nascimento de uma Fada




Nascimento de uma Fada
1998
Acrílico sobre tela
0,60 x0,40

Este foi para Espanha.


A origem das fadas remonta a muitos séculos antes do cristianismo, como agora o conhecemos.
Nas lendas as fadas eram os espiritos dos mortos, principalmente das crianças que viviam num mundo paralelo, alegres e felizes.
Mundo esse que tinha muitos Portais para o nosso.
Portais esses que ficaram abertos enquanto o Homem respeitou e amou a Natureza.

Com o aparecimento do cristianismo, tornou-se habitual dizer que as fadas eram anjos caídos, que tiham sido expulsos do Céu.
As fadas de um momento para o outro transformaram-se de seres belos e etéreos das religiões pagãs em Anjos Malignos que viviam de e para o Mal, pelas convenções cristãs.

Mas o cristianismo também adoptou as fadas no bom sentido.
Também as transformou em belos anjos que guardam o Homem e em Arcanjos que protegem o Senhor, Deus.

A palavra Fada, em português, deriva do termo em Latim "Fatum" que significa destino, fatalidade do destino.
Desse termo derivou a nossa música mais tipica e tradicional, que encarna a alma portuguesa. O Fado.

Sempre podemos dizer que descendemos do antigo povo pequeno das florestas.

P.S.: Por isso, quando ouvirem alguém cantar o fado, já sabem que é a voz das fadas.(esta parte da voz das fadas foi brincadeira. Principalmente se o fado for à desgarrada).
;-)


(Já agora, visitem o novo blog do meu elfo maior - transparenciasdaalma.blogspot.com - e deixem lá a vossa "transparência")

Beijinhos cheios de magia e ternura e... até breve.

sábado, agosto 05, 2006

Rainha das Fadas





Rainha das Fadas
1999
1,40 X 0,70
Óleo sobre tela

Este foi para Itália.

Quis com ele representar um Ser Elemental superior, a Rainha de todas as fadas.
Um espírito do ar, senhora dos céus, senhora do vento.

O ar é essencial à vida.
É o elemento activo e criador que simboliza o pensamento, a memória e a liberdade de expressão.
É o elemento que une a Terra e o Céu, personifica as manifestações mais elevadas da mente e a inspiração superior.
Por tudo isto e muito mais, a Rainha das Fadas teria de ser um espirito do ar.


Nota: Nestes últimos quadros, a imagem não é das melhores porque são fotografias digitais sem grande qualidade.


A minha intenção é mostrar-vos um pouco da minha caminhada até aos dias de hoje. Quando começar a apresentar-vos quadros mais recentes, notarão, supostamente, a evolução constante que tive ao longo destes curtos anos.
Tenho pena de não ter fotos mais antigas para terem uma maior sensibilidade sobre o desenvolvimento do meu trabalho.
Como já vos disse noutro post tinha as fotos digitais de todas as obras em computador e não tive o cuidado de fazer back-up. Assim perderam-se para sempre. Alguns, sei onde estão. Outros não.
Nunca mais, supostamente, entrarei em contacto visual com eles.
Espero que sejam todos bem tratados, tanto os mais simples e sem grande rigor técnico, na minha opinião actual, como os mais recentes e com outra qualidade pictórica.
É claro que daqui a três, quatro anos, ou até menos, olharei para os actuais e provavelmente acho que estão fraquinhos.
Será bom sinal.
Quer dizer que estarei noutro patamar.
Como disse Fernando Grade um dia sobre o meu trabalho
"...Acredito que a viagem ainda jovem de Ana Garrett vai prosseguir. Não creio que fique por aqui..."

Beijos a quem é de beijos e abraços a quem é de abraços
(a frase que o RPM - Rui Pedro Matos, tanto adora. Beijinho para ele, esse peregrino de Oz)

sexta-feira, agosto 04, 2006

A Hora dos Deuses



"A Hora dos Deuses ou Vida de Insecto é Dificil"

1999
Acrílico sobre tela
0,40 x 0,60

(A fotografia deste quadro está com pouca qualidade, mas é a única que possuo.)

Desde que nascemos já estamos destinados a pertencer a uma fé, credo, religião.
Seja ela o cristianismo, o judaísmo, o islamismo, hinduísmo, ou outra qualquer.

Os pagãos são aqueles que adoram, ou adoravam a mãe terra, os Deuses antigos, os seres elementais.
Com a chegada do cristianismo, adoptou-se o mesmo padrão para todas essas Antigas Religiões. O Paganísmo.
Para simplificar.

O ateísmo é a negação da existência de qualquer tipo de deus.
Agnosticismo é a dúvida sobre a existência de deus, por falta de provas.

Neste quadro a mosca representa o ser humano que a qualquer altura de sua vida é sempre "capturado" pela fé, pela crença de algo superior. Pela Religião.

Já Jung dizia que o Homem é um animal religioso. E tinha razão.

Coloquei no título do quadro "Vida de insecto é dificil".
A vida é sempre dificil.
Quanto mais para nós.
Meros insectos nas mãos dos Deuses.

Mas é bom viver e estar vivo.
Já é um Dom que temos de agradecer... aos Deuses.


Deixo-vos com a frase de um livro de Jostein Gaarder:

"...Leva-se milhares de anos a criar um ser humano. E só uns segundos a morrer..."

E muitas dessas mortes se devem à religião.
Tem sido sempre assim ao longo dos séculos.

Para meditar.


Beijos Mágicos

quinta-feira, agosto 03, 2006

Brincadeiras de Fadas e Gnomos




Hoje recuamos até 1999.
É um quadro em Acrílico sobre tela.
Medida 0,65 x 0,40
"Brincadeiras de Fadas e Gnomos"

Em quantos filmes e livros não vimos que os seres elementais gostam de se divertir entre eles e pregarem partidas aos seres humanos?

Se eles existem mesmo, e a minha criança interior quer crer que sim, é pena não podermos participar nesse mundo invisivel.
Eles tem a habilidade de fazer os humanos observarem apenas o que desejam que observem e até permanecer invisiveis quando desejam.
Para podermos ter um "assomo" da sua existência temos de passar mais tempo junto à Mãe Natureza.
Sentarmo-nos por baixo das árvores, falar com os rios, embelezarmos a nossa casa com plantas e flores e se tivermos um jardim, quintal ou terreno, deixarmos um cantinho intocado e selvagem para que as fadas possam brincar livremente nele.



P.S. Àqueles que se preocuparam com o meu "Elfo maior", o meu maridinho, o meu muito obrigado.
Tenho a dizer que detectaram um "polípo" (não sei se é assim que se diz) na parte de "baixo" do intestino, próximo do reto, já um bocado grande e vai ter de ser operado para o retirarem.
Rasparam o polipo e foi para biópsia.
O médico diz que depois da operação fica tudo bem, mas é uma operação muito dolorosa.
Queira Deus, que não haja nada na biópsia.


Beijinhos mágicos.
E que Deus e todos os Seres mágicos e divinos estejam a seu lado.

quarta-feira, agosto 02, 2006

O Contador de Histórias




O Contador de Histórias
1,20 x 0,80
Acrílico sobre Tela

Aqui apresento um quadro de 2000.

"O contador de histórias" leva-nos uma vez mais para o Reino das Fábulas, em que, neste caso, o batráquio conta as suas memórias de tempos passados aos seus ouvintes pinguins.
Em que a magia das suas palavras está no ar, representada por pequenos cavalos marinhos que se dirigem a um mundo imaginário...

Na lírica medieval o "Contador de Histórias" era o Trovador que, acompanhado de instrumentos musicais entoava histórias e lendas cantadas por si.

Mas o contador de histórias é todo aquele, que como nas velhas tradições celtas, relata de sua memória às gerações vindouras, contos e epopeias de sonhar.

Conta apenas pelo prazer de falar e de ser ouvido.
É aquele que lhe basta a sua palavra e o olhar do seu ouvinte.
Para contar histórias tem de ser ter um dom. Dom esse, que vem da alma, do sangue.
Dom que nasce com a pessoa.
É aquele que empresta o seu corpo e sua alma para dar vida a mais uma história.

No fundo nós que pintamos, somos Contadores de Histórias.
E esse é o nosso legado para convosco.

Eu sou a "rã" que vos conta fábulas pintadas e vocês são os "pinguins" que atentamente observam cada pormenor neste ecrã.
E, espero, que consiga vos deixar com um pouco de magia no ar.

Beijinhos mágicos.

P.S.: Hoje, o Paulo, meu marido vai fazer um exame médico um pouco doloroso, uma Colonoscopia.
Sei que está a ser dificil para ele enfrentar a situação. Tem passado o dia lá em cima, na sala, a tomar um remédio misturado em três litros de água. Deve ser horrivel porque já vomitou muito, desculpem a expressão.
Só espero que isto tudo seja apenas uma tempestade num copo de água.
Já sabemos como os homens nestas coisas são muito "maricas". Se tivessem um filho estavam feitos.
Mas, como dizia, espero que não seja nada, porque ele sempre me incentivou a pintar e é o meu maior critico (construtivo).
Às vezes chegamos a discutir porque ele acha que eu consigo fazer melhor. E eu, tenho de dar mais. E na verdade, muitas vezes acaba por ter razão.
Bem, às vezes.
Outra vezes tenho que lhe pôr um "travão".
A ele e à minha mãe, que ainda é pior que ele. Mas a critica é que nos faz crescer.
É ele que também me dá uma mãozinha nas pesquisas que faço, tanto para a temática dos quadros, como para o que vos apresento neste dia a dia.
Aconselha-me bem com os gostos dele, bastante idênticos aos meus.
Espero que amanhã esteja aqui a mostrar-vos os meus quadros, a rirmo-nos de hoje e que ele esteja sentado ao meu lado, enquanto escrevo, e a dizer-me. "Olha lá, porque é que não pões... em vez de..."

Não há-de ser nada...

Mundos de fantasia




Aqui estou de novo, amigos.

Mundos de Fantasia
0,60 x 0,40
Acrílico sobre tela

Aqui estou de novo, amigos.
Trago-vos mais um quadro de 1998.
Mais um dos expontâneos.
Mas este... adoro-o.
É dos que não saem cá de casa.
Já quiseram ficar com ele por diversas vezes e sempre recusei.

Retrata um mudo de fantasia como o nome o diz.
Quem não se lembra de ser criança e criar os seus próprios mundos de fantasia?
Todo o imaginário era real.
Não tínhamos limites nem fronteiras.
A distância que separava esses mundos do real dos adultos não ultrapassava o armário de lá de casa ou o quintal dos fundos.
Cada flor, planta, formiga, tinha histórias para contar.
Mas ao crescermos esquecemos que existe muito mais entre o Céu e a Terra.
Passamos a ter medo de ir em busca de coisas que não existem.
E o medo trava a magia.
Silencia os rios.
Pára o vento.
Domina as nossas almas.

Felizmente esses mundos de fantasia continuam a existir porque a nossa criança interior nunca morre.

No meu jardim sempre haverá fadas, elfos, duendes.
As árvores cantam e os pássaros dançam.

Que os vossos olhos se abram e o vosso coração transborde de magia.
O que encanta também vos protege.
Nunca se devem esquecer disso.

Beijos a quem é de beijos e abraços a quem é de abraços.

segunda-feira, julho 31, 2006

Portas da Atlântida




Hoje trago-vos outro quadro datado de 2000
Portas da Atlântida
Óleo sobre Tela
1,00 x 0,60

Uma temática que nos apaixona cá em casa:
Atlântida.

O berço que originou, supostamente, a civilização.
Continente misterioso de planícies luxuriantes e férteis.
Continente que há séculos perturba os homens.
Quem primeiro a descreveu foi Platão, localizando esse continente a oeste das Colunas de Héracles.

Nunca deixará de ser um mistério.
Pelo menos enquanto a ciência não evoluir para se poder pesquisar em pormenor o fundo dos Oceanos.

Imaginem se a Europa fosse coberta por águas por alguma razão climatérica ou sismológica?
Que testemunho da nossa civilização ficaria para as gerações futuras?

Para meditarem.


Deixo-vos com um testemunho de um dos antigos profetas, Ezequias, que recorda, no seu julgamentocontra as cidades de iro e Sidon o destino dum mundo submerso, mundo análogo a Atlântida.

“... Na sua dor, lamentar-te-ão,
Eles lamentar-te-ão,
Que eras como Tiro,
Como esta cidade destruída no meio do mar,
Quando os teus produtos saiam dos mares,
Satisfazias um grande número de povos,
Pela abundância dos teus bens e das tuas mercadorias,
Enriquecias os reis da terra,
E quanto foste quebrada pelo mar,
Quando desapareceste na profundidade das águas,
As tuas mercadorias e a tua multidão,
Caíram contigo.
Todos os habitantes das ilhas vivem na estupefacção por tua causa,
Os seus reis estão dominados pelo espanto.
O seu rosto está aflito,
Os mercadores entre os povos te darão muitas vaias,
Tu foste reduzida a nada e não serás jamais restabelecida...”


Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.

domingo, julho 30, 2006

Dama do lago






Hoje não me vou alongar muito.
Chegou o meu querido bebé, Sebastião, de vinte lindos meses, que esteve durante a semana em férias com os avós.
Hoje é ele o meu quadro favorito, a minha musa, o meu principe, o meu amor. A Canção de Sebastião.

****

Dama do Lago
0,50 x 0,40
Óleo sobre Tela
1998

Este é mais um dos quadros da Série "Cruzadas Celtas".

Representa o regresso da Sacerdotisa Mãe ao seio das Irmãs de Avalon após longos anos de ausência.

"...Então, como se uma cortina tivesse sido puxada para o lado, a bruma desvaneceu-se, e perante eles jazia um trecho de água iluminado e uma praia verde... A luz - seria o mesmo sol que ela conhecia? - inundava a terra de ouro e silêncio, e Morgana sentiu a garganta apertada de lágrimas. Pensou, sem perceber porquê, "Cheguei a Casa"..."

Excerto de "As Brumas de Avalon" de Marion Zimmer Bradley, que regressou donde veio. Avalon.
Obrigado por partilhares connosco os teus segredos, Marion.

Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.

sábado, julho 29, 2006

Draco Constelation



Olá de novo, caminhantes blogueiros.

Draco Constelation
medidas: 1,00 x 0,60
Óleo sobre Tela
1999

Este quadro que vos trago é um daqueles que eu chamo de "entre quadros".
Ou seja, saiu por instinto. Sem nada definido, delineado, preparado. Apeteceu-me fazer enquanto estava preparando outros.

É a minha representação da Constelação do Dragão.
É uma das 88 Constelações modernas. E uma das 44, de Ptolomeu.
A estrela Thuban (Draconis) era a estrela do Polo Norte cerca de 2700 anos antes de Cristo, durante a época dos antigos egipcios.
É a estrela mais brilhante da Constelação de Draco.

Estes quadros quando me saem sem nada definido dão-me imenso prazer.
Como exemplo do que digo, deixo-vos mais uma história de Chuang Tzu, mas desta vez preparada e adaptada por mim à pintura.

"Pintar é como uma dança.
Os movimentos da mão, os jeitos do ombro, os movimentos dos pés, o som do pincel ao ser mergulhado e o amaciar a tela com a tinta, tudo num ritmo perfeito. Como se fosse uma dança ou uma sinfonia.
Temos de procurar agir de acordo com o Tao, a ordem natural das coisas.
É algo que está para além da técnica.
Quando comecei, via à minha frente uma tela enorme, branca, e não conseguia diferenciar os pormenores do que ia pintar.
Mas depois de, mais ou menos, três anos de prática já não via o que ia pintar como um todo.
Via as cores que compunham um pormenor.
Via as distinções.
E agora os meus sentidos param de funcionar e é o espirito que me guia livremente.
Seguindo o instinto, sigo o caminho natural deixando o pincel encontrar o seu rumo entre as muitas opções escondidas, tirando proveito do que lá está, naquela tela a princípio vazia, branca, sem nunca tocar num pormenor que descobri ou numa situação que pintei. Importante.
Um bom pintor usa a sua pincelada até à exaustão porque sabe o que quer, enquanto um pintor medíocre tem de a mudar constantemente porque só sabe... pintar.
Pintar é deixar um pouco da sua alma.
Ou mesmo toda.
Com a minha pincelada já pintei centenas de quadros, e mesmo mudando de tema, ela está fresca, é reconhecida por quem conhece o meu trabalho, mesmo não sabendo de quem é a obra exposta.
É por isso que passado estes anos todos, a pincelada continua com alma, está fresca.
É verdade que há pormenores mais difíceis.
Quando os sinto aproximar, avalio bem o pormenor que surgiu e olho-o com cuidado, mantendo sempre os olhos no que faço e trabalhando devagar.
E então com movimentos suaves, pinto-o na tentativa da perfeição.
E ele “desmancha-se” como um torrão de terra ao cair no chão.
Aí retiro a mão e fico parada, com a sensação de ter conseguido algo muito importante.
Depois lavo o pincel e deito-o ao meu lado.

Comentário:
Há um modo natural de fazer as coisas, há soluções naturais para os problemas.
Se agirmos de acordo com a natureza das coisas - o Tao -, conseguimos fazer tudo melhor e sem que isso nos crie nenhum problema.
Continuaremos sempre frescos como a pincelada do pintor.
Perante qualquer problema, devemos aceitar que as coisas sejam como são sem desejar que a situação fosse outra, diferente do que na realidade é. Porque isso só iria criar resistência e tensão.
Devemos prestar atenção à ordem natural das coisas e trabalhar com ela em vez de contra ela.
E veremos que o trabalho prossegue mais rápida e facilmente se pararmos de "tentar", de pôr demasiado esforço extra, de procurar resultados rápidos.
Há que simplesmente "dar uma ajuda" para que as soluções naturais ocorram."

Isto adapta-se a tudo o que fazemos no nosso dia a dia.
É a minha opinião.
Vale o que vale.
Pensem nisso.

Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.

Reino Encantado das fadas




Olá de novo, queridos amigos.

Hoje mantenho a Série "Cruzadas Celtas".
Tão do gosto deste público vasto do mundo blog.
Este quadro é mais antigo.
Data de 1999 e é o primeiro desta temática que me acompanhou por dois/três anos.
Antes dele tinha feito uma outra série temática com o nome de "Reino Encantado das fadas".
Era uma série de quadros em que misturava o abstracto com um figuratico mais gestual.
Em homenagem a essa série que me foi muito querida, resolvi intitular este quadro com o mesmo nome. "Reino Encantado das Fadas".
Pode não ter sido o mais perfeito, mas foi o primeiro. Daí nunca me ter libertado dele.
É daqueles quadros que não me consigo desfazer.

Reino Encantado das Fadas
Acrílico sobre Tela
Medidas: 1,00 x 0,60
1999

É um mundo de fantasia, de que todos nós nos orgulhamos de ter conhecido em criança. Quem não se recorda dos contos de fadas em que o dragão vinha para salvar, ou raptar, dependia, a princesa.
Havia sempre uma ou mais fadinhas na história em que muitas vezes acompanhavam o principe e até se apaixonavam por ele, ficando com inveja da sua consorte.

Além de homenagear a série de quadros que elaborei anteriormente, com o título, quis representar uma pequena gota de um mundo que povoou os nossos sonhos de criança.

E tão bom que era.
Esse mundo que já não volta mais.

E se puderem, antes de se deitarem, espreitem pela janela e reparem se não há uma pequena luz furtiva de uma fada ou de um pequeno pirilampo, atrás duma árvore, dum poste ou candeeiro, tentando se esconder de olhares indiscretos.
Se virem, são seres afortunados.
Durmam bem e sonhem com as... fadas.

Esta habitante dos povos do Monte da Lua deseja-vos beijos, a quem é de beijos e abraços, a quem é de abraços.

sexta-feira, julho 28, 2006

Senhora da Magia





Hoje trago-vos outro quadro da série "Cruzadas Celtas".

De nome "Senhora da Magia" é a representação de uma época em que a figura feminina era venerada como sendo a mãe-terra, a Sacerdotisa, a Deusa-Mãe.

Neste quadro funde-se dois mundos.
Dum lado, o feminino (A Sacerdotisa) a guardiã, portadora da vida.
Do outro, o masculino (O Dragão-serpente), a representação dos sábios, dos iniciados, do conhecimento.

Título: "A Senhora daMagia"
Acrílico sobre Tela
Medidas: 1,62 x 1,14
2001

Para os mais cépticos deixo para meditação, uma frase de Chuang Tzu.

"As coisas que os homens conhecem, de maneira nenhuma podem ser comparadas, em quantidade, com as coisas que se desconhecem"

Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.

terça-feira, julho 25, 2006

O que os outros dizem









Hoje trago-vos um quadro de 2001.
Já se nota uma grande evolução no traço e na pincelada, desde essa altura até aos dias de hoje.

Este quadro faz parte da série "Cruzadas Celtas" e foi bastante influenciado pelas leituras da altura, que me deixavam totalmente fascinada.
Muito Marion Zimmer Bradley, Bernard Cornwell, Stephen Lawhead, entre outros.

Esta colecção consistia em cerca de 15/20 quadros com títulos como "A Barqueira de Avalon", "A Senhora da Magia", "A Queda da Atlântida", Merlin, "A Senhora do Lago", "Rainha das Fadas" e outros que não me recordo o nome.
Alguns estão fotografados.
Outros, infelizmente, perderam-se as fotos.


Nome: Em busca do Santo Graal (Série Cruzadas Celtas)
Acrílico sobre Tela
0,60 x 0,50
2001


Deixo-vos por hoje com algumas criticas/pareceres/observações ao meu trabalho.

Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços

****

Ana Cardoso
(Artista Plástica)
2001

“Nasce de um jogo dos opostos esta exposição. O imaginário de Ana Garrett povoado de simbolísmos transpõe para estas telas a velha luta do bem e do mal. As lendas Celtas e toda a sua magia estão presentes nestas obras que nos levam a passear por entre mundos paralelos.
Os tons frios de onde surgem figuras míticas encantadas rodeados de símbolos celtas a ouro que vibram nesta mistura que existe no interior de cada um de nós e que põe a sociedade, tal como a conhecemos, de poder imposto a ferro e fogo versus uma sociedade utópico - imaginária.”

Victor Lages
(Artista Plástico, Escultor)
2001

“Portais do Encantamento é uma exposição que nos transporta para um mundo de encantar onde o real e o imaginário se tocam, onde o bem, o amor, a simplicidade e a humildade são a base destes portais, reflectindo assim, o próprio sentimento e o mundo interior da artista.
Portais porque são portas abertas para uma mística de encantar, onde o elemento ar está sempre presente tanto nas borboletas, como na leveza das imagens, na cor azul do céu e na própria estrutura da composição, em que as pedras estão suspensas no ar criando como que uma poesia encantada. Por outro lado os vitrais já por serem, transparecem leveza, as cores também elas transparentes e as imagens de pequenos duendes alados remetem-nos de novo para o mundo místico e ao mesmo tempo real e intemporal.
É esta fantasia de encantamento que tem sido a temática utilizada pela Ana Garrett nestes últimos anos nos seus trabalhos tanto na pintura como nos vitrais que pinta. Conheci a Ana Garrett há uns três anos atrás, nessa altura os trabalhos que ela fazia já mostravam uma forte ligação ao mundo místico utilizando símbolos, no entanto, a técnica da pintura e composição ainda mostravam falta de maturidade. Agora, os seus trabalhos apresentam já uma boa qualidade tanto técnica como criativa tendo a artista uma grande capacidade de trabalho, produzindo a um bom ritmo todas as peças que se propõe fazer.”



José Eliseu
(Escultor, critico de arte)
2002

“Ana Garrett é uma jovem artista que por intuição começou por apresentar uma pintura de raiz africana a fazer lembrar o Simbolismo de Malangatana. Depois alicerçou a sua expressão e aproximou-se pouco a pouco da abstracção onde os coloridos imperavam.
Sempre pronta a mudar o rumo a uma rota pura de insatisfação, rompe de vez com esta última corrente para se ligar a um mundo que há muito vinha namoriscando, o grupo dos hiper realistas visionistas, Victor Lajes, Vieira Baptista e Gustavo Fernandes.
Há na sua pintura actual um gosto muito requintado pela magia dos contos de fadas, num mundo recheado de duendes, bichos, monstros e por todo um verdadeiro mistério envolvente.
É uma pintura com sede de realismo em que a boa pincelada harmoniza todo um conjunto bem temperado que equilibra um trabalho bastante original.”


Fernando Grade
(Crítico de Arte, Pintor, Escritor e Investigador Literário)
2003

Qualquer autor plástico procura ter uma voz própria. Ana Garrett afigura-se-nos uma artista inquieta, em busca de um tomo pessoal. Partiu de um certo pressuposto do abstraccionismo, mais ou menos informalista, para uma proposta rígida – em termos estruturais -, onde explicita agora uma concepção porventura para-filosófica do mundo e da vida. Integra-se numa corrente (não sei se será abusivo da parte do crítico considerá-la teosófica...), corrente, essa, em que os símbolos predominam: temos então, as borboletas, os animais espantados, as placentas, os ovos, o frisson dos objectos solitários, tudo bem suspenso no plano, às escâncaras, sem dinamitar o suporte, tudo respira liberto; vê-se nítido, o que a autora quer significar e propor. Pretende
cativar-nos para um estádio de pensar e de sentir onde o que está em baixo é igual ao que está em cima, o infinitamente grande e o infinitamente pequeno são irmãos, quer-se dizer: foram paridos pela mesma matriz.
Trata-se de uma linguagem que gravita entre o ocultismo e a cabala, entre a alquimia (Paracelso) e alguma hermenêutica profana. Acredito que a viagem ainda jovem de Ana Garrett vai prosseguir. Não creio que fique por aqui.”

segunda-feira, julho 24, 2006

Tromp l'Oeil



Há uns anos atrás tirei um Curso Profissional de Pintura e Técnicas de Tromp l'Oeil com a duração de um ano.

Aprendi certas técnicas que não aprenderia noutros lados, tal como fazer todo e qualquer tipo de imitação de pedra, granito, mármore, etc.

Para quem não sabe, Tromp l'Oeil é francês e quer dizer "enganar a vista".

É uma técnica de pintura em que se usa muito a perspectiva e faz criar um efeito de realismo. Se for bem feito muitas vezes passa como real e é só pintura.

Se procurarem imagens na internet, há muitos exemplos de Tromp l'Oeil.

Esta foto foi tirada há meia duzia de anos. Sou eu a elaborar um simples Tromp L'Oeil em casa de uma amiga.

Era um armário embutido. O resultado final foi um varandim com vista desafogada. O quarto era pequeno e ficou com a sensação de ser maior.

Beijos a quem é de beijos e abraços a quem é de abraços.

domingo, julho 23, 2006

O Descanso do Guerreiro



(Clique na foto para ver maior)


Queria fazer um quadro que tivesse como motivo o Mar.

Queria fugir um pouco ao banal e resolvi fazer este quadro.

Representa um pescador já aposentado.
Qual guerreiro que, após muitas lutas contra as forças maritimas, tem direito ao seu merecido descanso.
Conseguiu após muitos anos de labuta, ficar acima do seu adversário e amigo.
O Mar.
É uma homenagem a todos os homens do mar, deste país de marinheiros.

O barco, resolvi colocar um que vi na bela Ria de Aveiro.
Pelos seus belos desenhos e motivos naifs, famosissimos em todo o país.

A matricula do Barco, é de um antigo Renault Clio que tivémos e tal como ao pescador foi uma homenagem.
Porque sempre se portou muito bem.

Título "O descanso do Guerreiro"
Óleo sobre tela
Medidas: 0,89 x 1,46

Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços


NOTA EXPLICATIVA: Quando comecei o blog, tive uma grande dúvida.
Colocaria os quadros mais antigos? Os quadros mais recentes? Colocaria por colecções?
Como não cheguei a uma conclusão e como não fiquei, infelizmente, com todos os quadros fotografados, resolvi colocar fotos de quadros de diferentes alturas e colecções.
Ainda estou a tempo de mudar o critério.
Infelizmente muitas das fotos de quadros que tinha, estavam no computador, como imagem digital.
Não me lembrei que poderia haver virus e foi isso que aconteceu. Pensávamos ter um back-up mas não o encontrámos.

De qualquer modo tenho muitos fotografados.
Os mais recentes não estão fotografados.
Temos de ir ao estúdio fotográfico.
Obrigado pela vossa atenção.